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Sexta-feira, Junho 04, 2004

Chapada Diamantina - Episódio II (Cachoeira da Fumaça)

A cidade de Lençóis é muito pequena, mas muito pequena mesmo. Bem menor que Porto de Galinhas, por exemplo. Na primeira noite, exaurido de tanta viagem avião/taxi/ônibus/pé eu fui fazer um lanchinho, voltar pra pousada e dormir. Vale salientar que eu fui em quase todas as agencias pechinchando para ver qual o menor valor que eu conseguia fazer os passeios.

Para alguém que precisa de alguns milhares de watts pra sobreviver, confesso que foi bastante estranho abrir as janelas, apagar as luzes e ficar olhando para a lua cheia, essa fica emolduradana janela do quarto. Demorei um pouco pra me acostumar com a falta de tv a cabo, cpu, Internet e etc. Tirando as milhares de muriçocas que fizeram uma rave com meu sangue a dormida foi tranquila. Pela manhã, tomei um café da manhã (sem café propriamente dito) reforçado e fui para o primeiro passeio - Cachoeira da Fumuça. Por volta de 8:45 rumamos para o Vale do Capãoo onde fica a cachoeira. Durante o passeio conheci dois primos lá de Sri-Lanka, o sotaque deles parecia caricatura, muito engraçado. Eles me contaram que que lá tem vários idiomas e muitos dialetos, mas apesar disso a maior parte do tempo eles se comunicavam em inglês. Muito Estranho.

Depois de 6km, dos quais 2 são em subida por pedras e etc, chegamos a cachoeira da fumaça. A vista do vale é impressionante e até me deitar bem na beira da pedra eu não a idéia do que eram 400 metros de queda-livre. Não tive outras palavras além de sonoros WOOOOW HOOOO. Ainda lá em cima comi um pastel de palmito de jaca e um bolinho de "couve-frôr" com galinha. Conheci dois fotógrafos de Salvador (Cavildo e Cris) e durante nossa conversa, meu sotaque foi reconhecdo por um recifene (Andrenalina) que terminara de fazer a trilha da fumaça por baixo (3 dias de caminhada). Ele me contou que já tinha feito rapel na cachoeira e que fazia rapel na chapada, combinei de passar a noite para agendar um rapel na grupa do Lapão. A descida foi tão penosa quanto a subida, lá embaixo vi que meus pés estavam destruidos, assim como minhas pernas, coluna e etc. Depois fomos ao riachinho, mas de tão cansado nem quis tomar banho. Mais uma vez a noite foi comer e dormir.

por João Ferreira às 6/4/2004 03:15:23 PM  


 

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